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Inicialmente éramos apenas 4 jovens profissionais motivados a desenvolver as nossas criações. Um dia, percebemos qual era o ponto onde as nossas ideias convergiam, e decidimos formar uma equipa. A △NIMA surge assim da vontade colectiva de “fazer por gosto”, de desenvolver projectos em que acreditamos. Para nós, o quotidiano e o trabalho sempre fizeram parte do mesmo universo. De certa forma, até hoje reflectem-se um no outro, estando em constante simbiose.

Era nossa intenção, no começo, desenvolver um manifesto de comunicação. Pretendíamos que este trouxesse uma reflexão, que apresentasse a nossa ideologia e, acima de tudo, as nossas motivações para criar um estúdio criativo em Moçambique. Em resumo, este manifesto falaria do panorama então actual da comunicação no meio urbano, saturado pela demanda de produtos promocionais e comerciais, e apelaria à urgência de se desenvolver uma comunicação socialmente relevante, motivada pelo conhecimento, pela inclusão e o desenvolvimento.

Este manifesto, entre outras coisas, iria colocar-nos numa posição contracorrente, o que mais tarde viríamos a perceber que seria estrategicamente inconcebível. Tomámos então consciência que para influenciar o contexto teríamos de “agir do lado de dentro”, sem combatermos o problema como uma força exterior. O que queríamos essencialmente era contribuir para a capacitação das artes, das indústrias criativas e, consequentemente, da sociedade. Queríamos criar um colectivo, um espaço propício para o desenvolvimento, um núcleo criativo… queríamos iniciar um movimento artístico.

A △NIMA, para nós, estava intrinsecamente ligada à Arte, Cultura e Sociedade. A realidade do país, ou a realidade “do mercado”, tal como costumava frequentemente materializar-se a crítica, mostrou-se resistente, e isto obrigou-nos a adoptarmos uma atitude mais inclusiva, como forma de garantir a sustentabilidade, durabilidade e, acima de tudo, a concretização do nosso sonho.

Esta atitude considerada, por alguns, idealista e inovadora, não trouxe resultados positivos logo de imediato. O mercado reagiu com desconfiança e optava quase sempre por soluções mais “seguras”. Por outro lado, as empresas concorrentes tinham mais experiência e já se encontravam estabelecidas no mercado, tornando o desafio mais difícil do que o esperado…

Mas como dizem, “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.” E fomos angariando alguns projectos, uns mais alinhados com a nossa visão e filosofia, outros menos… fomos conquistando o nosso espaço com a persistência e convicção de todos… e encontrámos finalmente o nosso lugar, onde conjugamos a nossa filosofia com as exigências do mercado.

Hoje, fruto desta decisão estratégica e do compromisso em não corromper o nosso propósito inicial, construímos uma identidade forte e reconhecida no mercado, tendo-nos tornado num dos nomes de referência a nível de comunicação para o desenvolvimento social de Moçambique. Em 4 anos, vimos a nossa equipa crescer de 4 para 20, que tal como nós “fazem porque gostam.” Simplesmente, porque criar anima!

Equipa

Uma parte do sonho, a de criar um colectivo, um núcleo criativo, começa a tomar forma. Mas não fica por aqui… Como nos disse uma vez um amigo: “quem corre por gosto, não descansa.” E não há tensão social, nem a que se vive neste momento no país, que nos faça querer descansar.

Forma e Método

Desde o início, baseamos o nosso trabalho numa estrutura assente em três vértices: Formação, Criação e Divulgação. Esta estrutura permite-nos criar um ciclo completo para os trabalhos que produzimos, valorizando o conhecimento, a criatividade e a comunicação até chegar ao público. Com o tempo, esta estrutura passou a ser transversal às áreas de trabalho que se consolidavam na △nima. Formou-se uma equipa que integra de forma complementar o Design como uma disciplina transversal; os Audiovisuais, com um foco na produção cinematográfica e de filmes ligados principalmente ao desenvolvimento social; e o universo Digital, que abre portas à interactividade e ao futuro.

Estas ferramentas de trabalho permitem-nos abordar a Comunicação de uma forma integrada. Investimos sempre na compreensão da nossa identidade sociocultural. Com muito entusiasmo e dedicação, desenvolvemos soluções para clientes dos vários espectros que formam o contexto moçambicano. Ao longo dos anos, a nossa metodologia de trabalho foi-se adaptando à estrutura da equipa, de uma forma dinâmica. Sempre tentámos analisar as necessidades dos trabalhadores e do trabalho em si, de modo a optimizarmos a capacidade e a eficiência de implementação em cada projecto.

Job

Hoje, baseamos o nosso processo criativo numa corrente de acções concretas, que traduzem intenções práticas e objectivas: Definir, Idealizar, Implementar e Aprender. Deste processo, valerá eventualmente a pena reflectir sobre o último passo: Aprender – No final de cada projecto, fazemos uma avaliação dos resultados obtidos. Analisamos cuidadosamente as experiências anteriores em projectos semelhantes de modo a prevenir potenciais dificuldades no futuro. Acreditamos que só com esta atitude aberta à aprendizagem podemos progressivamente melhorar, tanto no nosso trabalho como na posição que ocupamos no mercado e principalmente enquanto seres humanos.

O Futuro

Encaramos o futuro com o mesmo optimismo com que fundámos este estúdio, com o ânimo conquistado pelas realizações de toda a equipa. Tendo conseguido assegurar a sustentabilidade, através de projectos em que acreditamos, podemos finalmente dar um passo atrás e olhar para o futuro com o olhar de antes.

roberto-ciclo

Desde a sua criação, víamos a △nima como um espaço para criar e desenvolver os nossos projectos… aqueles que tumultuam o nosso imaginário e sonhamos com todas as forças realizar! Estes projectos não ficaram esquecidos. Foram trabalhados ao ritmo que os restantes projectos nos permitiram e começam agora a ganhar forma.

Nos próximos 12 meses, esperamos ver lançados 3 projectos nossos, fruto de todo o trabalho desenvolvido ao longo destes 4 anos!

De onde estes surgiram, outros surgirão. E, gradualmente, nesta tentativa de inverter a estratégia pela qual tivemos de optar, estes projectos servirão de base sustentável para o colectivo △nima, na expectativa de contribuírem para a nossa sociedade e de criarem um impacto social positivo em Moçambique. Num futuro próximo, não pretendemos ser mais e melhores, mas sim nós próprios, com a esperança de motivar, provocar e participar activamente nos três vértices em que assenta a nossa filosofia, na expectativa de termos um papel relevante no desenvolvimento do nosso País.

Porque sonhar não paga imposto.

Colectivo △nima

ANIMA é o que nos distingue, é a alma e origem da criação. É uma expressão positiva e motivacional que se refere a algo agradável, divertido e cheio de vida.

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